Se não me engano, tentamos nos encontrar no dia anterior. Os horários não bateram, a vida estava corrida — mensagens rápidas, aquela ansiedade mal disfarçada de quem queria muito, apesar de o dia simplesmente não colaborar.
Ele sugeriu um horário. Eu disse que não conseguiria. Sugeri outro… e consequentemente acabei sumindo no turbilhão de notificações. Quando fui ver, ele tinha topado e já estava quase na hora de chegar ao apê.
Por causa disso, pedi desculpas rapidinho e expliquei que conseguiria meia hora depois do combinado. Ele respondeu com uma calma deliciosa:
— Te espero.
Imediatamente sorri. Que delícia ser esperada assim.
Cheguei ao apartamento e fui direto para o banho, pois queria estar impecável, cheirosa, linda com meu visual novo; além disso, tinha acabado de pintar o cabelo. Bateu aquela ansiedade boa e pensei, rindo sozinha no espelho: quem será que vai perceber primeiro?
E então ele chegou.
Ah… pensa num homem gostoso. Bonito de verdade. Alto, por volta de 1,90. Moreno claro, corpo todo trabalhado na academia, forte, careca, com aquele ar sério que atiça. E um sorrisão branco, largo, daqueles de fazer derreter. Um presente do dia pra mim… e pra ele também, vai 😏
Assim que entrou pela porta soltou aquele “Oooooiiii” aberto, cheio de intenção. Antes mesmo de eu responder, já estava no meio dos braços enormes dele. Em seguida, sussurrou no meu ouvido: — Que saudade…
Beijos, selinhos, sorrisos apertados. O clima esquentando ali mesmo, perto da porta de entrada. Enquanto eu virava de costas para trancar e ele me puxou pra perto, os braços fortes envolvendo meu corpo por trás, a mão grande percorrendo minha cintura.
Me pressionou de leve, daquele jeito que arrepia. A gente se encaixava como um casal que mora longe e finalmente se reencontra.
Puro desejo com ternura.
Ainda ali, perto da porta, ele me pegou no colo de frente, me encostou na parede. Beijos demorados, línguas se encontrando com a sintonia de quem já conhece o caminho.
Ah… e que boca.

Ele tentou tirar o cinto — devia ser daqueles difíceis. Lembrei, rindo, de outra história em que aquele mesmo cinto tinha dado trabalho. Sorrisos inevitáveis no meio da tensão gostosa.
Roupas se perdendo pelo caminho. Ele me levantou de novo, me deitou com cuidado no braço do sofá… e logo se jogou sobre mim, o corpo inteiro pressionando o meu, me fazendo sentir cada músculo, cada intenção.
Eu quase nua, só com a saia presa na cintura. Ele ainda de jeans — aquela calça agarrada nas coxas morenas e malhadas que me fazem salivar só de lembrar.
Ele se levantou, tirou os sapatos, terminou de se despir e me olhou com fome. Abriu minhas pernas com calma e começou a me lamber devagar, com vontade. Do meu grelinho até me invadir com a língua, profundo, molhado. Aquela lambida que faz a espinha arrepiar inteira.
Fiquei mole. Gemendo baixinho. Entregue.
Ele ajoelhado no chão, entre minhas pernas, me saboreando como se estivesse faminto. Segurou meus braços, me puxou para o colo dele com uma força deliciosa. Pensei: academia em dia, sem dúvidas.
Sentou no sofá comigo montada nele. Gemíamos no ouvido um do outro, trocando sorrisos, sussurros safados e mordidas suaves.
Escutamos o elevador. Algum vizinho entrando. Olhei nos olhos dele e sussurrei: — Será que já entrou?
Ele sorriu, malicioso: — Depende…
Rimos juntos, sem pressa alguma de parar.
Ele me pegou nos braços e me levou para o quarto. Eu pendurada no pescoço dele, rindo, colada. Fechamos a porta. Nos encaramos ao pé da cama e começamos a nos beijar como se o mundo fosse acabar ali.
Me joguei devagar na cama. Ele veio por cima. Beijos, mãos, pele arrepiada. Um fogo misturado com um tesão absurdo. Química sem trégua.
Ficamos colados, corpo no corpo, como num filme de namorados safados — daqueles que você assiste com a luz apagada e a respiração presa. Pegada firme, mas com zelo. Provocação com doçura. Um equilíbrio delicioso.
Nos provocávamos com palavras baixas. Bobagens safadas no ouvido. Enquanto ele deslizava os dedos pela minha pele, murmurou:
— Você tá muito molhada…
E eu estava mesmo. Devia ter perdido uns dois, três litros só de tanto desejar aquele homem. Respondi com um gemido sussurrado:
— Tô, né? Nunca vi isso…
— Você me deixa louco — ele disse.
Eu sentia. No jeito que ele segurava minha nuca, me puxava pra perto, aprofundava cada beijo. Rolamos na cama. Agora eu por cima, esfregando minha pele na dele. Corpos grudando, deslizando.
Ele olhou pro espelho e disse: — Olha como você é gostosa…
Virei o rosto. Que cena. Eu em cima dele, cabelo bagunçado, olhos semicerrados, respiração descompassada. Meu corpo encaixado no dele como um vício. Se o espelho fosse inflamável, pegava fogo.
Ele me virou de novo. Veio por cima. E ali… eu já estava em outra dimensão.
Meus olhos se reviravam, o corpo tremia. Ele segurou meu rosto, abriu meus olhos com os dedos e falou, com a voz mais quente que já ouvi: — Calma… respira.
Mal consegui. Respondi, falha, entre prazer e vertigem: — Isso é muito forte pra mim… — Pra mim também — ele disse, sem desviar o olhar. — Olha pra mim.
E eu olhei. Ele me tocava por dentro, mais fundo que qualquer penetração. Nos abraçamos forte. Rosto colado. Cheiros misturados. Minhas mãos percorrendo as costas dele. Só sentindo. Só sendo.
Voltamos aos beijos, agora mais lentos. Intensos. Saboreando cada segundo. Ele se sentou na cama e me puxou pro colo de novo. Eu agarrada no pescoço dele, gemendo baixinho, dizendo besteiras no ouvido. Os dois quase derretendo de tesão.
Depois disso, colocamos a camisinha e no momento em que ele me penetrou, tudo sumiu..
Meu grelinho endureceu na hora. Corpo em brasa. Ele começou devagar, apoiado em mim com peso e presença. Cada estocada mais funda que a anterior. — Ai, caralho… que gostoso…
Ele gemia junto, me provocava com palavras sujas, me olhava nos olhos enquanto me comia. — Você é gostoso demais. — É você que me deixa doido — respondeu, com aquele sorriso malandro que acaba comigo.
Mais fundo. Mais intenso. Segurei a cabeça dele contra meu pescoço. Calor, suor, gemidos misturados.

E então ele gozou. Inteiro. Em mim.
Ficamos abraçados. Corpos colados. Corações acelerados. Ele ainda dentro de mim, fazendo carinho nas minhas costas.
Tudo em silêncio. Só o som das nossas respirações, finalmente sincronizadas.




